Leve, plena pluma
Solidão de minha vida
Na tua se redoura
E acha enfim companhia
Lua, Lua.
Diz que me trarás a estrela que completa
minha desilusão
Mas me canso e descanso
Pensando nessa estrela desencorajada
de procurar-me em outros ares e mesmo assim
nos mesmos lugares umidamente lacrimejantes.
Em ti, Lua, minha esperança fica e finda
Por que os dias rotineiros estão sempre a passar
E com eles minha melancolia.
Minha vontade fica no futuro
A esperança no passado
E a solidão, doce solidão,
presenteio-a com o mais doce e angustiante
presente.
Presente presentemente teu, Lua.
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